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Vieses, ilusões e decisões: até que ponto podemos confiar na inteligência artificial?

2026·0 Zitationen·DEVIR EDUCAÇÃOOpen Access
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A Inteligência Artificial (IA), desenvolvida desde a década de 1950, é uma tecnologia de propósito geral que requer análise crítica de suas implicações éticas, epistemológicas e sociotécnicas. Embora prometa inovação e eficiência, suscita preocupações como vieses algorítmicos, bolhas sociais, alucinações e opacidade dos modelos. Neste ensaio teórico, a confiabilidade da IA é discutida a partir de três eixos: os vieses, as “ilusões” e as decisões tomadas com base em suas respostas. Para isso, adota-se uma abordagem metodológica qualitativa, centrada na revisão de literatura, dialogando com autores como Rivoltella (2024) e Fantin (2024). Mostra-se que os vieses algorítmicos refletem preconceitos presentes nos dados de treinamento, como ocorre com o ChatGPT e sistemas de reconhecimento facial que falham na identificação de rostos negros, reforçando culturas hegemônicas e afetando o campo educacional. As "ilusões" contribuem para a disseminação de desinformação e fortalecem a pós-verdade. Neste cenário, a literacia em IA torna-se essencial para que os usuários reconheçam limitações e falhas. As decisões automatizadas baseiam-se frequentemente em modelos opacos, que comprometem a explicabilidade e demandam mediação humana ativa. Ainda, a concentração da produção de IA em grandes corporações privadas intensifica a falta de transparência e aprofunda desigualdades tecnológicas, especialmente em países periféricos. Conclui-se que a confiança na IA deve ser entendida como construção contínua e situada, entrelaçada a decisões humanas, interesses econômicos e estruturas de poder. Assim, confiar na IA exige manter a responsabilidade sobre seu uso, com mediação crítica e fundamentação em princípios de justiça, equidade e liberdade cognitiva, reforçando a necessidade urgente de uma educação crítica e da literacia em IA.

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